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Bolo de especiarias (spice cake)

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Essa não é uma receita para alimentar o corpo, mas sim para alimentar a alma. Era um clássico na casa da minha mãe. Ela fazia sempre no dia das crianças e de vez em quando para o lanchinho da tarde. E era tão gostoso e tão reconfortante que hoje em dia ele tem um delicioso sabor de infância. Mais nostálgico impossível.

Hoje aproveitamos que estávamos as duas irmãs na casa da mamãe e nos juntamos para fazer esse bolinho. Minha sobrinha, que ainda mora na barriga da minha irmã, também nos ajudou – e comeu pela primeira vez esse bolo que espero que se torne para ela também um clássico de dia das crianças. Continue lendo ‘Bolo de especiarias (spice cake)’

Por um sorvete de pistache DE VERDADE

Quando eu era pequena, ficava sempre intrigada com o sorvete de pistache nas sorveterias. Aquela coisa verde com um gosto MUITO estranho, só podia ser coisa de adulto. Eu tinha certeza de que, quando crescesse, ia compreender a profundidade do sabor do sorvete de pistache. Só que isso não aconteceu. O tempo passou, eu já estou na casa do trinta e ainda DETESTO o tal sorvete verdolengo.

O mais bizarro é que, também desde muito pequena, eu AMO de paixão pistaches. Se me derem um pacotão eu sou capaz de comer inteiro. Adoro abrir as casquinhas e comer a noz salgadinha. Então acabei chegando à conclusão mais do que óbvia de que sorvete de pistache é uma lenda urbana.

Sim, por que quem já viu algum sorvete de pistache que fosse feito com pistache de verdade??? Em geral eles são feitos com essência de amêndoa mega-artificial (que eu detesto) e corante verde mais artificial ainda. Nem na Taperebá, que é a minha sorveteria favorita em São Paulo, e que faz sorvetes de fruta sensacionais, o sorvete de pistache é natural.

Lógico, que se você fosse fazer um sorvete de pistache em casa, usando nada mais do que pistaches naturais para dar sabor, a massa jamais ia ficar verde. No máximo amarronzada. Veja essa foto, por exemplo. A receita que a pessoa usou para fazer esse sorvete é muito boa (espero ter logo uma máquina de sorvete para poder testar!). Tem também essa foto, maravilhosa.

Só para não ser injusta, devo acrescentar que UMA vez apenas em toda a minha vida comi um sorvete de pistache que eu gostei. Foi numa sorveteria lá na Itália, durante o tempo que morei lá. Mas aí também é covardia, né?

 PS: tem mais uma receita genial, no La Cucinetta.

Pão integral de canela e passas

Essa é mais uma receita do Peter Reinhart, que é o nosso ídolo panificador. Ele escreveu um livro inteiro dedicado a pães integrais. O mais bacana dos pães integrais dele é que, por terem uma maneira bem específica de serem preparados, não ficam secos e quebradiços. Pelo contrário, eles se mantêm úmidos e fofinhos por bastante tempo. O segredo está em começar a preparação no dia anterior, que é para a farinha se hidratar bem. Não é muito trabalhoso não, garanto, mas requer um pouco de organização. A minha versão da receita é para ser feita na máquina de pão.

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Batatas doces orgânicas

Elas são tão gostosas que nem precisa de receita: basta lavar bem, colocar no forno por 1 hora, descascar e mandar ver! Dão um maravilhoso café da manhã, acompanhadas de uma xícara bem quentinha de Breakfast Tea.

Cookies de aveia e passas


Cookies de todos os tipos eram um clássico quando eu morava na casa da mamãe — eu sempre fazia todas aquelas receitas americanas. Agora faço muito menos, porque o marido tende a comer muitos em seguida… hehehe! E porque, claro, eu ando muito mais preocupada em reduzir o açúcar do que antes. Então cookies “normais”, com mais açúcar, eu só faço em ocasiões especiais, quando vem alguma criança aqui em casa que não come nada mais natural. Estes aqui são muito gostosos e bem saudáveis, levam pouco açúcar.
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Cookies de tahine

Ontem me deu vontade de comer cookies… Aí, olhando o maravilhoso site da Heidi, vi uma receita de peanut butter cookies que me deixou com mais vontade ainda!

Só que há um problema sério na manteiga de amendoim – não é fácil de achar e é cara, porque é sempre importada. E não é um ingrediente exatamente saudável, já que é super cheio de açúcar e amendoins têm sempre o problema da aflatoxina. Em tempo, os cookies da Heidi são feitos com uma manteiga de amendoim orgânica chiquetésima, que eu jamais vou ver por aqui…

Enfim, a saída foi fazer cookies de tahine, que é uma pasta de gergelim muito saborosa e que também é muito legal pra fazer cookies. A receita que eu usei foi adaptada daqui. Continue lendo ‘Cookies de tahine’