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Fusilli ao pesto (não muito) genovês

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ADORO macarrão ao pesto. O de hoje foi um pedido do marido. Só que a receita que eu fiz é super não convencional. Acho que um genovês tremeria só ao vê-la…

Bom, pra quem não sabe, a receita original do pesto genovês foi desenvolvida na região da Liguria, na Itália, onde abundam deliciosos manjericões e também os pinoli, que são sementinhas deliciosas que, por aqui, são vendidas a preço de ouro. Além disso, a preparação deve ser feita em um pilão (o verbo pestare significa pilar – daí a palavra pesto), e nunca em um processador de alimentos.

Daí eu enfrento alguns problemas: 1) a preguiça; 2) não tenho um pilão na minha cozinha, AINDA e 3) o nosso manjericão é bem diferente do italiano, as folhas são menores e bem mais fibrosas – não sei é possível achar aqui o manjericão igual ao deles.  

Então resumindo… meu “pesto” é feito no processador de alimentos e, ao invés dos pinoli uso gergelim descascado e linhaça. Garanto que fica bem gostoso. Vamos à receita. Continue lendo ‘Fusilli ao pesto (não muito) genovês’

Bolo de especiarias (spice cake)

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Essa não é uma receita para alimentar o corpo, mas sim para alimentar a alma. Era um clássico na casa da minha mãe. Ela fazia sempre no dia das crianças e de vez em quando para o lanchinho da tarde. E era tão gostoso e tão reconfortante que hoje em dia ele tem um delicioso sabor de infância. Mais nostálgico impossível.

Hoje aproveitamos que estávamos as duas irmãs na casa da mamãe e nos juntamos para fazer esse bolinho. Minha sobrinha, que ainda mora na barriga da minha irmã, também nos ajudou – e comeu pela primeira vez esse bolo que espero que se torne para ela também um clássico de dia das crianças. Continue lendo ‘Bolo de especiarias (spice cake)’

Cozido vegetariano orgânico anti-enxaqueca

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Ontem foi dia de enxaqueca. Fiquei muito mal à tarde toda… :( Tenho estado muito tensa, a vida anda muito agitada e, consequentemente, tenho descuidado um pouco da alimentação.

Aí, pra compensar, resolvi mandar ver nos orgânicos que eu tinha na geladeira e fazer um cozido purificador para o meu corpo se sentir melhor e estar preparado para o fim de semana.

O ideal para esse tipo de cozido é usar um legume molinho e um outro crocante, para dar uma diferença de texturas interessante. Eu usei abobrinha e vagem. Pode também adicionar ervas a vontade, tipo manjericão fresco, por exemplo. Aí vai a receitinha mágica: Continue lendo ‘Cozido vegetariano orgânico anti-enxaqueca’

Eu tentei…

Este post é uma confissão.

Confesso que tentei. Após pelo menos 5 anos sem ao menos entrar em uma loja da rede Mc Donalds ontem, por uma questão de MUITA fome e de extrema conveniência, TENTEI almoçar lá. 

Acontece que eu precisava ir ao banco, cuja agência carece de lugares de estacionamento e fica exatamente em frente à citada lanchonete. Eu e meu marido tivemos a maravilhosa idéia de parar o carro lá, almoçar e ir ao banco, sem precisar ficar procurando estacionamento.

Entramos. Ao sentir o cheiro da fritura minha fome já começou a passar. Quando finalmente olhei o preço dos lanches no cardápio quase dei um pulo: todos os sanduíches custavam entre 12 e 16 reais!! E isso só o lanche, sem os “acompanhamentos” (vulgo, friturinhas).

Claro que saímos correndo de lá no minuto seguinte, sem comer nada. E ainda aproveitamos o estacionamento, hehehe. O duro foi o cheiro de fritura no cabelo, mas tudo bem.

Sou só eu que tou louca, ou é o resto do mundo que enlouqueceu e continua pagando fortunas para comer junk food  (junk no pior sentido da palavra, claro)? Por favor me digam que não estou louca. 

E aproveitem para assistir o “Super Size Me“, é imperdível!!!

Frango grelhado com alho (gai yahng)

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Essa receita eu tirei do livro “Quick and Easy Thai“, que fornece receitas tailandesas bem facinhas de fazer. Ele só peca um pouco pela predominância de receitas carnívoras – eu ficaria feliz se tivesse mais receitas vegetarianas. Mas é bem bacana, foi uma compra que valeu bem a pena.

É uma receitinha para iniciados: bem picante e com muito gosto de alho. Eu adoro! Na receita original vai também coentro picado na marinada. Eu não me dou muito bem com o coentro, então não coloquei. Mas fique à vontade para usá-lo se quiser. Continue lendo ‘Frango grelhado com alho (gai yahng)’

Por um sorvete de pistache DE VERDADE

Quando eu era pequena, ficava sempre intrigada com o sorvete de pistache nas sorveterias. Aquela coisa verde com um gosto MUITO estranho, só podia ser coisa de adulto. Eu tinha certeza de que, quando crescesse, ia compreender a profundidade do sabor do sorvete de pistache. Só que isso não aconteceu. O tempo passou, eu já estou na casa do trinta e ainda DETESTO o tal sorvete verdolengo.

O mais bizarro é que, também desde muito pequena, eu AMO de paixão pistaches. Se me derem um pacotão eu sou capaz de comer inteiro. Adoro abrir as casquinhas e comer a noz salgadinha. Então acabei chegando à conclusão mais do que óbvia de que sorvete de pistache é uma lenda urbana.

Sim, por que quem já viu algum sorvete de pistache que fosse feito com pistache de verdade??? Em geral eles são feitos com essência de amêndoa mega-artificial (que eu detesto) e corante verde mais artificial ainda. Nem na Taperebá, que é a minha sorveteria favorita em São Paulo, e que faz sorvetes de fruta sensacionais, o sorvete de pistache é natural.

Lógico, que se você fosse fazer um sorvete de pistache em casa, usando nada mais do que pistaches naturais para dar sabor, a massa jamais ia ficar verde. No máximo amarronzada. Veja essa foto, por exemplo. A receita que a pessoa usou para fazer esse sorvete é muito boa (espero ter logo uma máquina de sorvete para poder testar!). Tem também essa foto, maravilhosa.

Só para não ser injusta, devo acrescentar que UMA vez apenas em toda a minha vida comi um sorvete de pistache que eu gostei. Foi numa sorveteria lá na Itália, durante o tempo que morei lá. Mas aí também é covardia, né?

 PS: tem mais uma receita genial, no La Cucinetta.

Sopa verde

Quando éramos pequenas, quando nossa avó fazia sopa de legumes, nós a chamávamos carinhosamente de “sopa de bruxa”. A sopa de legumes daqueles tempos era feita misturando-se todos aqueles legumes que estavam lá na geladeira esperando ser usados em alguma coisa. E, em geral, embora o resultado final não atraia muito aos mais jovens, as misturas dão sempre certo.

A sopa desse post eu fiz usando meus restinhos de geladeira. Não tenha medo de usá-los; vale sempre a pena apostar numa roupagem nova para os restos. Aqui em casa eles acabam virando sempre uma torta ou uma sopa. A história aqui foi a seguinte: eu fiz, há alguns dias atrás, um peixe assado que ficou apenas mais ou menos (por isso nem publiquei a receita…). Para acompanhá-lo, fiz um maço de brócolis refogado e pastinacas cozidas. A pastinaca é prima da mandioquinha; elas se parecem bastante embora tenham cor e sabor bastante diferentes. Continue lendo ‘Sopa verde’

Pão integral de canela e passas

Essa é mais uma receita do Peter Reinhart, que é o nosso ídolo panificador. Ele escreveu um livro inteiro dedicado a pães integrais. O mais bacana dos pães integrais dele é que, por terem uma maneira bem específica de serem preparados, não ficam secos e quebradiços. Pelo contrário, eles se mantêm úmidos e fofinhos por bastante tempo. O segredo está em começar a preparação no dia anterior, que é para a farinha se hidratar bem. Não é muito trabalhoso não, garanto, mas requer um pouco de organização. A minha versão da receita é para ser feita na máquina de pão.

Continue lendo ‘Pão integral de canela e passas’

Pipocas alimentíssimas

Quem foi que disse que pipoca não é saudável? Basta fazê-las com uma boa colherada de óleo de coco e pronto! Adicione sal e pimenta do reino a gosto.

Infelizmente ainda não me dei bem com nenhum milho para pipoca orgânico. Os que comprei não estouravam direito e eu acabava jogando boa parte fora… Por enquanto ainda uso o Yoki Premium mesmo. Estoura tudinho (deve ser transgênico…)!

Couve-flor gratinada

Essa é uma receita com gostinho de infância. Desde muito pequena lembro da minha mãe fazendo couve-flor gratinada pra gente. Eu sempre adorei couve-flor, de qualquer jeito. Assim gratinadinha, com molho branco e gostinho de queijo então… hmmm! E o mais gostoso é preparar num dia frio e tirá-la fumegante do forno direto pra mesa.

Esse, aliás, é um jeito ótimo de fazer a criançada comer couve-flor. Quem disse que legumes precisam ser sem graça? É só prepará-los de um jeito gostoso que duvido que alguém se recuse a comer.

A única coisa que não entendo é… por que o da mamãe ficava sempre mais gostoso??? Continue lendo ‘Couve-flor gratinada’

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